08/06/2026

Michel Sancovski participa de debates sobre os principais desafios de compliance, governança corporativa e os impactos das FTOs para empresas

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O cenário regulatório global vem impondo novos desafios para programas de compliance, governança corporativa e investigações internas para empresas e instituições financeiras. Nesse contexto, discussões relacionadas à gestão de riscos e ao fortalecimento de mecanismos de integridade ganharam ainda mais destaque, sobretudo após a recente designação, pelos Estados Unidos, do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como Organizações Terroristas Estrangeiras (Foreign Terrorist Organizations – FTOs).

A medida trouxe novas implicações para organizações com operações ou relações comerciais internacionais, especialmente em relação à avaliação de riscos, due diligence de terceiros, monitoramento de transações e conformidade com regimes de sanções e regras de combate aos crimes financeiros. O tema também tem mobilizado especialistas, autoridades, reguladores e o setor privado.

Designação de organizações criminosas como FTOs: desafios para gestão de riscos

Ao longo das últimas semanas, Michel Sancovski, sócio e co-leader da prática de Global Investigations & White Collar Defense, tem contribuído para discussões em diferentes fóruns, compartilhando análises sobre os desafios regulatórios e as tendências que vêm moldando o ambiente de compliance no Brasil e no exterior.

Entre as iniciativas recentes, Michel coordenou, no escritório do Mayer Brown em Nova York, o evento “Beyond Borders: Cartels, Criminal Organizations & Foreign Terrorist Organizations in Latin America”, que reuniu especialistas para debater os efeitos das investigações transnacionais, a evolução das prioridades de enforcement e os reflexos da designação de organizações criminosas como FTOs sobre empresas que atuam na América Latina.

As reflexões sobre o tema também foram levadas à imprensa nacional e internacional e a fóruns especializados. Em entrevistas para veículos como Globonews e Law.com e durante o webinar “Risks for Companies in U.S. Targeting of Brazilian Criminal Groups”, promovido pelo Dow Jones Risk Journal, Michel abordou os desafios que o novo cenário pode gerar para empresas e instituições financeiras, destacando a importância de programas de compliance robustos, processos eficazes de due diligence e mecanismos capazes de identificar, avaliar e mitigar riscos regulatórios e reputacionais.

A evolução dos programas de compliance e governança corporativa

Além dos impactos decorrentes da designação das FTOs, Michel tem acompanhado transformações mais amplas que vêm redefinindo a agenda de compliance e governança corporativa. Em edição recente do Compliance Talks moderada por ele, especialistas discutiram como as mudanças regulatórias e o aumento das expectativas de órgãos reguladores e autoridades de enforcement exigem estruturas de controle cada vez mais sofisticadas e integradas às estratégias de negócio.

A evolução dessas exigências também foi objeto de análise em artigo publicado por Michel no Banking Law Journal. No texto, o sócio examina como as diretrizes de compliance para o setor bancário vêm se tornando mais abrangentes, ampliando as expectativas relacionadas à governança, aos controles internos, à integridade corporativa e à gestão de riscos.

Governança pública e mecanismos de prevenção de conflitos de interesse

O debate sobre integridade e governança também se estende ao setor público. Em recente entrevista ao G1, Michel analisou os mecanismos jurídicos voltados à prevenção de conflitos de interesse na administração pública e destacou diferenças relevantes entre os modelos brasileiro e norte-americano. Segundo o sócio, a legislação brasileira adota uma abordagem predominantemente preventiva, voltada a evitar que interesses privados influenciem a atuação do agente público antes mesmo da comprovação de benefício econômico ou de prejuízo ao poder público.

As discussões conduzidas por Michel refletem um movimento mais amplo observado em diferentes mercados: a crescente necessidade de que empresas e instituições financeiras adotem estruturas de compliance e governança cada vez mais sofisticadas para responder a um ambiente regulatório dinâmico, globalizado e interconectado. Em um cenário marcado pela intensificação da cooperação internacional, pelo fortalecimento de ações de enforcement e pela ampliação das expectativas regulatórias, temas como gestão de riscos, investigações corporativas e integridade permanecem no centro da agenda estratégica das organizações.

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