O Brasil foi um dos países que registrou maior queda no ranking do Índice de Percepção da Corrupção de 2015 (IPC), elaborado pela ONG Transparência Internacional, ficando com uma pontuação de 38, ou seja, cinco pontos abaixo da pontuação obtida em 2014, na 76ª posição de 168 países participantes.

A pontuação de um país indica o nível da percepção sobre a corrupção do setor público numa escala de 0-100, em que 0 significa que o país é considerado como altamente corrupto e 100 significa que o país é considerado muito íntegro. A classificação de um país indica a sua posição relativamente aos outros países incluídos no Índice.

Especula-se que a queda ocorreu devido à publicidade dada às investigações realizadas pelas autoridades brasileiras, como as Operações Lava Jato, Zelotes, Acrônimo e Ararath. É importante notar, por outro lado, que tais investigações demonstram também a maturidade e consolidação das instituições de investigação e aplicação de penalidades.

O índice é normalmente utilizado por empresas para avaliar o risco de atuar em uma jurisdição. A aumentada percepção de risco do país reforça a necessidade de adoção, por parte das empresas que fazem negócios no Brasil, de medidas adequadas para endereçar seus riscos. É vital que as empresas possuam um bom programa de integridade, o qual deverá atender os requisitos do Decreto n.º 82.410/2015, bem como outros requisitos que possam ser considerados em outras jurisdições relevantes para as empresas, a fim de diminuir os riscos de sua atuação no Brasil combinado com as graves penalidades estabelecidas pela Lei n.º 12.846/2013, a Lei Anticorrupção Brasileira, bem como outras leis e regulamentos ao redor do mundo.